
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Novos Rumos da Medicina

terça-feira, 26 de maio de 2015
Evangelhos Apócrifos
Textos que foram considerados heréticos pela Igreja e, por essa razão, acabaram banidos e, muitos deles, queimados. Alguns só se salvaram graças às traduções que deles existiam. Neste volume você poderá conhecer: Livro dos segredos de Enoch, Livro de Isaías, Protoevangelho de Tiago, Evangelho Pseudo-Tomé, Evangelho Árabe da Infância, Livro da Infância do Salvador, Evangelho de Nicodemus, de Bartolomeu, de Pedro e Evangelho segundo Tomé, o Dídimo.
terça-feira, 5 de maio de 2015
Rimsky Korsakoff - Scheherazade Op.35

Rimsky Korsakoff - Scheherazade Op.35
Nikolay Rimsky-Korsakov deixou o nome gravado na história da música clássica. Um dos compositores mais influentes da escola nacionalista romântica, ele foi responsável por recuperar, de maneira inovadora, a cultura tradicional russa e revolucionar a orquestração musical.
De origem aristocrática e família conservadora, Nikolay nasceu em 1844, na cidade de Tikhvin da Rússia czarista. Ainda muito pequeno, teve o primeiro contato com a música por meio de danças populares, apresentadas em reuniões familiares por quatro judeus. Aos seis anos, encantado com a descoberta, aprendeu a tocar piano, e já possuía perfeito ouvido para a música. No entanto, pouco ligava para isso: o sonho de Nikolay era forma-se oficial da Marinha, a exemplo do irmão.
Por isso, aos 12 anos matriculou-se na Escola Naval de São Petersburgo, então capital do Império Russo. Foi a partir deste momento que ele começou a freqüentar óperas e concertos sinfônicos. Ao se dar conta que a música era uma de suas paixões, Nikolay sentiu necessidade de retomar as aulas de piano. Nesta época, foi apresentado ao compositor Mily Balakirev, um dos "cabeças" do círculo musical do país. Ao perceber o talento do rapaz, Balakirev o encorajou a compor uma sinfonia.
Durante o último ano de estudos na Escola Naval (1861-1862), animado com a possibilidade de tornar-se um compositor, Nikolay deu início ao trabalho recomendado por Balakirev. No entanto, a mãe e o irmão (o pai havia morrido em 1862) o convenceram a seguir a carreira naval. O jovem concordou com a família e partiu com a Marinha para um cruzeiro-treinamento, esperando, em vão, que pudesse compor a bordo do navio e concluir a sinfonia. A viagem durou quase três anos e o ambiente não permitia criações artísticas.
Durante este tempo ele visitou diversos países e viu diferentes aspectos da natureza. Todas essas paisagens ficaram guardadas em sua memória, o que, mais tarde, serviria de fonte de inspiração para muitas de suas composições.
Depois de retornar à Rússia, em 1865, Nikolay termina a composição de sua primeira sinfonia --a primeira criada por um russo. No final deste mesmo ano, a obra foi executada em um concerto sob o comando de Balakrev. A estréia foi um grande sucesso, dando início à carreira de Rimsky-Korsakov.
Em 1872, o compositor casou-se com Nadezhda Purgold, uma talentosa pianista. Ela fez arranjos para as peças de piano a quatro mãos de Rimsky-Korsakov, nas quais tocavam juntos. De acordo com Gerald Abraham, um especialista em música russa, ela era bonita, muito capacitada artisticamente e de bom caráter. "Ela foi responsável por arranjos de piano não apenas para o marido, mas para muitos dos amigos de Rimsky-Korsakov, e a influência que ela exerceu na obra do compositor não é menor do que a de Clara Schumann em Robert Schumann", afirmou o especialista. Eles tiveram seis filhos.
A atividade musical de Rimsky-Korsakov não possui apenas trabalhos de criação. De 1871 até os últimos anos da vida, ele foi professor do Conservatório de São Petersburgo. Também ocupou o posto de inspetor de bandas da Marinha por dez anos (1873 a 1883), trabalhou como diretor da Escola Livre de Música (de 1874 a 1881) e foi assistente do diretor da Capela Imperial (1883 a 1893).
No início do século 20, Rimsky-Korsakov já era a personalidade musical mais destacada da Rússia czarista. Ele morreu em 1908, em Lyubensk, aos 64 anos, devido a problemas no coração. O corpo do músico está enterrado no cemitério de Tikhvin, sua cidade natal. As memórias do compositor foram publicadas postumamente, em 1909.
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Biografia
Nikolay Rimsky-Korsakov deixou o nome gravado na história da música clássica. Um dos compositores mais influentes da escola nacionalista romântica, ele foi responsável por recuperar, de maneira inovadora, a cultura tradicional russa e revolucionar a orquestração musical.
De origem aristocrática e família conservadora, Nikolay nasceu em 1844, na cidade de Tikhvin da Rússia czarista. Ainda muito pequeno, teve o primeiro contato com a música por meio de danças populares, apresentadas em reuniões familiares por quatro judeus. Aos seis anos, encantado com a descoberta, aprendeu a tocar piano, e já possuía perfeito ouvido para a música. No entanto, pouco ligava para isso: o sonho de Nikolay era forma-se oficial da Marinha, a exemplo do irmão.
Por isso, aos 12 anos matriculou-se na Escola Naval de São Petersburgo, então capital do Império Russo. Foi a partir deste momento que ele começou a freqüentar óperas e concertos sinfônicos. Ao se dar conta que a música era uma de suas paixões, Nikolay sentiu necessidade de retomar as aulas de piano. Nesta época, foi apresentado ao compositor Mily Balakirev, um dos "cabeças" do círculo musical do país. Ao perceber o talento do rapaz, Balakirev o encorajou a compor uma sinfonia.
Durante o último ano de estudos na Escola Naval (1861-1862), animado com a possibilidade de tornar-se um compositor, Nikolay deu início ao trabalho recomendado por Balakirev. No entanto, a mãe e o irmão (o pai havia morrido em 1862) o convenceram a seguir a carreira naval. O jovem concordou com a família e partiu com a Marinha para um cruzeiro-treinamento, esperando, em vão, que pudesse compor a bordo do navio e concluir a sinfonia. A viagem durou quase três anos e o ambiente não permitia criações artísticas.
Durante este tempo ele visitou diversos países e viu diferentes aspectos da natureza. Todas essas paisagens ficaram guardadas em sua memória, o que, mais tarde, serviria de fonte de inspiração para muitas de suas composições.
Depois de retornar à Rússia, em 1865, Nikolay termina a composição de sua primeira sinfonia --a primeira criada por um russo. No final deste mesmo ano, a obra foi executada em um concerto sob o comando de Balakrev. A estréia foi um grande sucesso, dando início à carreira de Rimsky-Korsakov.
Em 1872, o compositor casou-se com Nadezhda Purgold, uma talentosa pianista. Ela fez arranjos para as peças de piano a quatro mãos de Rimsky-Korsakov, nas quais tocavam juntos. De acordo com Gerald Abraham, um especialista em música russa, ela era bonita, muito capacitada artisticamente e de bom caráter. "Ela foi responsável por arranjos de piano não apenas para o marido, mas para muitos dos amigos de Rimsky-Korsakov, e a influência que ela exerceu na obra do compositor não é menor do que a de Clara Schumann em Robert Schumann", afirmou o especialista. Eles tiveram seis filhos.
A atividade musical de Rimsky-Korsakov não possui apenas trabalhos de criação. De 1871 até os últimos anos da vida, ele foi professor do Conservatório de São Petersburgo. Também ocupou o posto de inspetor de bandas da Marinha por dez anos (1873 a 1883), trabalhou como diretor da Escola Livre de Música (de 1874 a 1881) e foi assistente do diretor da Capela Imperial (1883 a 1893).
No início do século 20, Rimsky-Korsakov já era a personalidade musical mais destacada da Rússia czarista. Ele morreu em 1908, em Lyubensk, aos 64 anos, devido a problemas no coração. O corpo do músico está enterrado no cemitério de Tikhvin, sua cidade natal. As memórias do compositor foram publicadas postumamente, em 1909.
sábado, 2 de maio de 2015
Bartók - Concerto para Orquestra - Coleção Mestres da Música- Abril cultural
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BÉLA BARTÓK
Bartók foi um desses homens excepcionais não só como grande artista mas como também de hombridade moral poucas vezes igualado na história da arte em geral. Coube-lhe viver numa época tumultuada, entre duas guerras mundiais que devastaram o mundo ocidental, em que os mais ferozes atos foram cometidos, e isso influiu decisivamente em sua música. Seu maior sofrimento foi no decorrer do período de 1930, quando os nazistas dividiram a humanidade em raças e eles se autoproclamavam superiores.
Artista original de grande poder criativo, sentiu-se atingido quando o ministro da Educação Popular e Propaganda Nazista Goebbels, em 1936,organizou uma exposição de "Música degenerada" incluindo os nomes de Stravinsky, Schönberg e Milhaud. Não teve dúvidas. Escreveu imediatamente para o ministro para que inscrevesse nesse grupo seu nome e sua música, como forma de repulsa, ao que acabara de se passar.
Violentamente antiracista e animado pôr um sentido muito firme de justiça, chegou mesmo a pensar, num certo dia de 1938, converter-se a religião judaica como forma de desabafo e ficar ao lado dos perseguidos. Não ignorava os riscos que corria ao estender a mão aos espoliados, afirmando seu patriotismo com uma lealdade igual ao amor que sentia pela humanidade. É nessa ocasião que pede a sua mãe e tia que não falem em idioma estrangeiro mais que "quando seja absolutamente obrigatório"e de forma alguma utilizem o alemão.
Béla Bartók nasceu em 25 de março de 1881, em Nagyszentmiklos, Hungria ( hoje Sannicolaul Mare, cidade da Romênia). Seu pai era diretor de uma escola de agricultura e inspirou no menino a paixão pela natureza e pela música. Aprendeu as primeiras noções de piano com sua mãe, a partir dos cinco anos. Quando tinha oito anos perdeu o pai.
Com a morte do pai, em 1894, o pequeno Béla acompanhou sua mãe até a cidade de Pozsony, atual Batislava, onde estudou piano e composição com Ladislas Erkel. Pozsony era um centro cultural importante, onde ele fez estudos musicais regulares. Tornou-se amigo de Erno Dohnâyi, que o iniciou nos mestre alemães: Bach, Wagner e Brahms.
Em 1898, entrou para a Academia Real de Música de Budapeste, na classe de piano de Thoman, aluno de Liszt, e na classe de composição do professor Koezler.
Em 1905 foi a Paris para o Concurso Internacional Rubisntein de Composição e Piano. Ali descobriu Debussy e sua escrita modal e, pôr isso, voltando à Hungria, compreendeu o interesse das canções populares. Dedicou-se, desde então, com a parceria do amigo, o compositor húngaro Zoltan Kodaly, estudos científicos sobre as canções folclóricas. Para colecionar estas canções fez numerosas viagens pêlos campos, munido de aparelhos registradores, cilindros e muito papel de música. Com estas pesquisas conseguiu dissipar o engano de Liszt, que havia confundido o folclore musical húngaro com o dos ciganos da Hungria.
Um ano depois publicou com Kodaly uma primeira coletânea de cantos populares húngaros, num total de 20, pôr eles harmonizados. Bartók estenderia, então, o campo de suas pesquisas à música romena, búlgara e oriental; ao Egito a à Turquia, onde esteve em 1932 e 1936, depois de tomar contato com a música árabe em Biskra, em 1913. O resultado, para a arte do próprio Bartók, foi um estilo baseado em particularidades musicais, alheias à música da Europa Ocidental, mas altamente pessoal; e que incluiu, depois, cada vez mais elementos da grande tradição européia, sobretudo Bach.
Foi nomeado professor de piano da Academia de Budapeste em 1907. Quatro anos mais tarde, a Comissão de Belas Artes de Budapeste recusava-se a apresentar sua ópera O Castelo do Barba Azul para a obtenção do prêmio de Melhor Peça Lírica. Mas em 1918 esta ópera era levada à Ópera Nacional de Budapeste, onde obteve grande sucesso.
Foi necessário esperar-se o fim da Primeira Guerra para que começasse e editar e executar sua música no estrangeiro. Em 1924 publicou uma coleção de cantos populares romenos e húngaros. Em 1926 produziu diversas peças para piano e o balé O Mandarim Miraculoso. No ano seguinte partiu para sua primeira série de concertos na América e depois na Rússia.
Autenticamente democrata e horrorizado com o nazismo, recusa-se a permanecer em seu país quando o fascismo se instala no poder. Decide-se, em 1940, estabelecer-se nos Estados Unidos. Fez viagens de concerto, em compainha de sua mulher, também pianista, apresentando a sua famosaSonata para dois pianos e percursão.
Foi nomeado Doutor em Música pela Universidade de Columbia. Em 1943, a Fundação Koussevitzky encomendou-lhe o Concerto para Orquestra. Nesta época escreve a Sonata para violino solo ( 1944) e o Concerto N.5 (1945).
O reconhecimento do valor e da significação de sua obra não o alcança sequer nessa última arrancada final em que,precário de saúde e bens materiais, não deixou de trabalhar no hospital. Bartók compôs até o final de sua vida. Morreu em Nova York, em 26 de setembro de1945, em uma miséria tão grande que não deixou sequer dinheiro suficiente para o pagamento de seu enterro.
Levaria ainda algum tempo para que o mundo pudesse ver em Bartók, na qualidade de uma invenção e inovação musical, poderosamente mergulhada nas raízes de sua terra, na indiferença a todos os modismos, nas novas sonoridades de sua orquestração, assim como no rigor intelectual, um dos maiores gênios musicais da primeira metade do século.
A OBRA DE BARTÓK
Em 1905 começa a sua pesquisa sobre o folclore húngaro. Anteriores a esse período, não obstante de mérito e importância indiscutíveis, são os Quartetos para Cordas N.1 (1908) e N.2 (1915-1917), bem como inúmeras peças para piano, entre as quais o célebre Allegro Barbaro (1911).
A ópera em um ato A Kekzakállu Herceg Vára (O Castelo do duque Barba Azul - 1911), cuja rejeição pôr parte das organizações musicais da Hungria, levou o compositor a fundar, juntamente com Kodaly e outros compositores jovens, a Sociedade Musical Húngara, infelizmente de pouca duração.
Seguem-se o balé A Csodálatos Mandarin (O Mandarim Miraculoso -1919) e as duas sonatas para violino e piano, produção em que a tonalidade se apresenta progressivamente mais livre e se afirma uma forte tendência expressionista, que se abrandaria na Tanz Suite (Suite de Danças - 1923), compostas especialmente para as festas de celebração do 50o aniversário das cidades de Buda e Pest.O trabalho propiciou a admiração de seus compatriotas, se bem que efêmera. A pouca receptividade dos conterrâneos e do público em geral para com as produções mais acentuadamente modernas do mestre húngaro se reduz ao final da Primeira Guerra Mundial, quando as sua obras são publicadas e ele se dedica, ainda mais ativamente à obstinada pesquisa folclórica, não apenas na Hungria, como na Bulgária, Eslováquia e Romênia.
Alguns anos depois se inicia a fase de maior fecundidade em toda a sua carreira. Surge o Concerto N. 1 para piano (1926), estranho, profundamente individual; o Quarteto para cordas N.3 (1927), de inusitado expressionismo em um único movimento; o Quarteto para Cordas N.4 ( 1928); a Cantata Profana (1930), de caráter social, tendo pôr tema a indignação de um cidadão comum, e o Concerto N.2 para piano (1930 - 1931). Bartók se encontra, então, em plena posse de suas características e recursos mais notáveis.
Também em 1926 começa a revelar-se outro aspecto decisivo da personalidade de Bartók: sua vocação pedagógica. O Mikrokosmos, coleção de exercícios pianísticos de dificuldades crescentes, principiada em 1926 e terminada em 1937, mereceu de vários autores contemporâneos a denominação de "Cravo bem Temperado do Século XX".
Neste trabalho, longe de figurar entre os mais expressivos num período tão fértil da criação bartokiana, demonstra melhor uma de suas extraordinárias contribuições: a de ter filtrado, sintetizado o que de melhor existia, em seu tempo, de técnica e estilo musical.
É de 1934 o Quarteto para cordas N.5, uma de suas obras primas, de fascinante modernidade.
Compõe, nos anos seguintes, tanto a Música para Cordas, Percussão e Celesta (1936), como os Contrastes para clarineta , piano e violino (1939), e a Sonata paraDois Pianos e Percussão (1937), onde persegue, com grande pionerismo,uma pureza concreta do som e do instrumento.
Da mesma fase é o Concerto para Violino (1937 - 1938), em que a pujança e a delicadeza se contrastam, se completam, a cada instante, com grande originalidade. Ligeiramente posterior são o Divertimento para Cordas N.6 (1939) e o Quarteto para Cordas N.6 (1939), precedendo a última etapa da produção de Bartók, vivida na América do Norte.
Bibliografia
Enciclopédia Mirador
Enciclopédia Barsa - Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.
Dicionário Internacional de Biografias v.1 - Editora Martins
TERKEL,Studs. Gigantes do Jazz - Editora Lidador Ltda.
Renata Cortez Sica
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